Curitiba
Minha cidade, minha gente Sinto saudades de vocês Dos lugares, dos cafés, dos doces Do frio, da brisa, das canções Das calcadas em petit-pave Das arvores, dos blusões Das construções Dos arabescos, do árabe Do ar fresco Da boemia, do canto Das praças dos santos Não sinto saudades dos prantos Das noites sem acalanto Ando pensativo, pelo o que vivi Pelo que senti nas terças-feiras Pelo o que vivo, pelo o que vi Quando a mente pensava besteiras Quando as ações não correspondiam As vozes que falavam aos meus ouvidos Aos tempos esquisitos, aos amores preteridos Aos valores perdidos, aos discursos não proferidos Nao sinto orgulho de algumas escolhas Do movimento que o momento levou pra algumas mudanças De sorrisos amarelos, comportamentos de crianças, das minhas sombras Me sinto bem com o que pude fazer No tempo que tive, na realidade em que vivi Espero ter dado orgulho pra você, mãe Interiorano com maneirismos gaúchos, mineira capixaba Minha raiz, minha base, meu c...