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Mostrando postagens de setembro, 2024

Curitiba

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Minha cidade, minha gente Sinto saudades de vocês Dos lugares, dos cafés, dos doces Do frio, da brisa, das canções Das calcadas em petit-pave Das arvores, dos blusões Das construções Dos arabescos, do árabe Do ar fresco Da boemia, do canto Das praças dos santos Não sinto saudades dos prantos Das noites sem acalanto Ando pensativo, pelo o que vivi Pelo que senti nas terças-feiras Pelo o que vivo, pelo o que vi Quando a mente pensava besteiras Quando as ações não correspondiam As vozes que falavam aos meus ouvidos Aos tempos esquisitos, aos amores preteridos Aos valores perdidos, aos discursos não proferidos Nao sinto orgulho de algumas escolhas Do movimento que o momento levou pra algumas mudanças De sorrisos amarelos, comportamentos de crianças, das minhas sombras Me sinto bem com o que pude fazer No tempo que tive, na realidade em que vivi Espero ter dado orgulho pra você, mãe Interiorano com maneirismos gaúchos, mineira capixaba Minha raiz, minha base, meu c...

Nunca mais atender

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Pelas esquinas da metropole acinzentada Ouvindo seus áudios de desculpas Suas promessas vazias e inventadas Nas estações, nos bares Vejo você, apenas você Em todos lugares, em outros olhares Mentiras e mais mentiras Meu caos pessoal E entre intrigas virei sua isca favorita Não queria te amar Odeio te amar E no seu lugar eu ja teria ido Partido pra um outro vazio O seu lado da cama estando frio Seria mais quente que sua fria presença Inútil penitência: Eu me arrependo Quis trancar a porta só depois Que o ladrão já estava dentro Você me roubou de mim mesmo Ja me perdi tantas vezes Em meses e meses, a esmo Me sinto num oceano a deriva Sem remo, só medo Pequeno, eu mesmo, sua vítima Me devolva meu casado vermelho Meu video-game e meu espelho Quero de volta meu tempo Você foi decepcionante, cacete E nao fosse o bastante Ainda me fez parecer vilão nesse faroeste Na minha lista telefônica f arei questão de te manter O nome do contato será Nunca mais atender. ...