Curitiba
Minha cidade, minha gente
Sinto saudades de vocês
Dos lugares, dos cafés, dos doces
Do frio, da brisa, das canções
Das calcadas em petit-pave
Das arvores, dos blusões
Das construções
Dos arabescos, do árabe
Do ar fresco
Da boemia, do canto
Das praças dos santos
Não sinto saudades dos prantos
Das noites sem acalanto
Ando pensativo, pelo o que vivi
Sinto saudades de vocês
Dos lugares, dos cafés, dos doces
Do frio, da brisa, das canções
Das calcadas em petit-pave
Das arvores, dos blusões
Das construções
Dos arabescos, do árabe
Do ar fresco
Da boemia, do canto
Das praças dos santos
Não sinto saudades dos prantos
Das noites sem acalanto
Ando pensativo, pelo o que vivi
Pelo que senti nas terças-feiras
Pelo o que vivo, pelo o que vi
Quando a mente pensava besteiras
Quando as ações não correspondiam
As vozes que falavam aos meus ouvidos
Aos tempos esquisitos, aos amores preteridos
Aos valores perdidos, aos discursos não proferidos
Nao sinto orgulho de algumas escolhas
Do movimento que o momento levou pra algumas mudanças
De sorrisos amarelos, comportamentos de crianças, das minhas sombras
Me sinto bem com o que pude fazer
No tempo que tive, na realidade em que vivi
Espero ter dado orgulho pra você, mãe
Interiorano com maneirismos gaúchos, mineira capixaba
Minha raiz, minha base, meu começo, meu mapa.
Me esforço mentalmente pra nao achar
Que foi abandono, que desisti
E pra pensar que poderia ter feito mais por aí
Cada dia a mais foi vitória, na verdade
A beira de uma estrada sem volta
Uma trilha perigosa
Remorsos, saudades, revoltas
Ruas vazias, com a depressão a espreita
Eu o vi, varias vezes, em varios lugares
Fui até o limite que minha alma aceita
Senti cada um de seus olhares
O canino negro me olhou atentamente
Observou cada parte de mim
Como quem esperava aproximação
Como quem busca meu fim
As brumas, o poste apagado
A cidade quieta, quem observava morava ao lado, covarde
De canto como numa fresta
Arranquei na raiz e parti pra outra parte
A parte que me cabia
O cambio, a via, a despedida
O pedido pra ficar
São latentes, são presentes
Vi que eu não cabia
Já nao pertencia ao cômodo
Era assombrado pelos fantasmas
Que ecoavam canticos de incômodo
Solidão e solitude, os conselhos
As quedas de cabelo
As dores nos joelhos
No fim, agora sou uma pessoa diferente
Pelo o que vivo, pelo o que vi
Quando a mente pensava besteiras
Quando as ações não correspondiam
As vozes que falavam aos meus ouvidos
Aos tempos esquisitos, aos amores preteridos
Aos valores perdidos, aos discursos não proferidos
Nao sinto orgulho de algumas escolhas
Do movimento que o momento levou pra algumas mudanças
De sorrisos amarelos, comportamentos de crianças, das minhas sombras
Me sinto bem com o que pude fazer
No tempo que tive, na realidade em que vivi
Espero ter dado orgulho pra você, mãe
Interiorano com maneirismos gaúchos, mineira capixaba
Minha raiz, minha base, meu começo, meu mapa.
Me esforço mentalmente pra nao achar
Que foi abandono, que desisti
E pra pensar que poderia ter feito mais por aí
Cada dia a mais foi vitória, na verdade
A beira de uma estrada sem volta
Uma trilha perigosa
Remorsos, saudades, revoltas
Ruas vazias, com a depressão a espreita
Eu o vi, varias vezes, em varios lugares
Fui até o limite que minha alma aceita
Senti cada um de seus olhares
O canino negro me olhou atentamente
Observou cada parte de mim
Como quem esperava aproximação
Como quem busca meu fim
As brumas, o poste apagado
A cidade quieta, quem observava morava ao lado, covarde
De canto como numa fresta
Arranquei na raiz e parti pra outra parte
A parte que me cabia
O cambio, a via, a despedida
O pedido pra ficar
São latentes, são presentes
Vi que eu não cabia
Já nao pertencia ao cômodo
Era assombrado pelos fantasmas
Que ecoavam canticos de incômodo
Solidão e solitude, os conselhos
As quedas de cabelo
As dores nos joelhos
No fim, agora sou uma pessoa diferente
Me esforço pra ser mais presente
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