Nunca mais atender

Pelas esquinas da metropole acinzentada
Ouvindo seus áudios de desculpas
Suas promessas vazias e inventadas

Nas estações, nos bares
Vejo você, apenas você
Em todos lugares, em outros olhares

Mentiras e mais mentiras
Meu caos pessoal
E entre intrigas virei sua isca favorita

Não queria te amar
Odeio te amar
E no seu lugar eu ja teria ido

Partido pra um outro vazio
O seu lado da cama estando frio
Seria mais quente que sua fria presença

Inútil penitência: Eu me arrependo
Quis trancar a porta só depois
Que o ladrão já estava dentro

Você me roubou de mim mesmo
Ja me perdi tantas vezes
Em meses e meses, a esmo

Me sinto num oceano a deriva
Sem remo, só medo
Pequeno, eu mesmo, sua vítima

Me devolva meu casado vermelho
Meu video-game e meu espelho
Quero de volta meu tempo

Você foi decepcionante, cacete
E nao fosse o bastante
Ainda me fez parecer vilão nesse faroeste

Na minha lista telefônica farei questão de te manter
O nome do contato será
Nunca mais atender.

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