crisântemos

Vestirei crisântemos em outubro
Pois jamais fui o mesmo depois de ti
Me mostrou meu pior lado
O lado covarde
Aquele que tem medo de romper laços
Pelo o que sente, pelo amor que sente

O amor é como uma droga
A pior delas
Eu me viciei nisso
Não me vacinei contra falsos afetos
Vestirei crisântemos em outubro

Já perambulei por varios locais
Varias cidades
Conheci varios como você
Talvez o problema seja eu
Vestirei crisântemos em outubro

Não me curei dos turbilhões
Das tempestades emocionais
Torrentes de desespero
E me encontro incessantemente pesquisando a previsão do tempo

Essas malditas migalhas
Com sabor agridoce
O doce do passado e o azedo do presente
Com cheiro de crisântemos

Quando outubro chegar
Costurarei em minha camisa de algodão favorita
Uma cobertura de crisântemos
Deitarei-me na grama gelada e esbranquiçada da minha cidade
Numa manhã de domingo

Não haverá com o que se preocupar
Estarei em casa, novamente
Plantado ao solo, num jardim
Embaixo das nuvens
Imóvel, inerte
Assim, serei como um crisântemo

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